Roger Waters e o apoio à Venezuela

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Roger Waters e o apoio à Venezuela

 

O ex-integrante da banda Pink Floyd defendeu Maduro e acusou os Estados Unidos de estar apenas interessado no petróleo venezuelano. O cantor utilizou sua conta do Twitter no domingo passado (03) para se manifestar e pediu ao governo norte-americano que “tirem as mãos da Venezuela”.

 

Divulgação: Rolling Stones.

 

Abaixo, a declaração de Waters:

 

“Parem com essa insanidade do governo dos EUA. Deixem o povo venezuelano em paz. Eles têm uma democracia real. Pare de tentar destruí-la para que 1% possa explorar o óleo. Estados Unidos, fiquem fora disso!”

 

Grande parte dos fãs ficaram descontentes com a declaração de Roger. Uma fã venezuelana respondeu ao comentário do cantor com a seguinte mensagem:

 

“Estou chorando. Meu maior ídolo na música acabou de defender o governo que arruinou o meu país e a minha família, que me forçou a fugir para tentar ter uma qualidade de vida decente. Roger, você não faz ideia do que está acontecendo na Venezuela, você não conhece as nossas leis, você não sabe como a situação é miserável.

Essa não é uma questão de esquerda contra a direita. As pessoas estão morrendo de fome, temos a maior inflação do mundo, não temos remédios, e temos as maiores taxas de crimes na América Latina. De acordo com a nossa constituição (artigos 223 e 333) Guaidó é o presidente até que possamos ter novas eleições.

A maioria da oposição nem é de direita, mesmo a esquerda democrática venezuelana não apoia Maduro, ele nos levou à pior crise da história. Maduro tentou dissolver o parlamento que nós elegemos, que tinha maioria de oposição, com eleições fraudulentas para uma nova assembleia constituinte. Ele pulou etapas do processo legal para fazê-lo e também não deixou a oposição participar. Essas eleições não são democráticas. A Venezuela não é uma democracia.

Eu não apoio Trump de maneira alguma, eu não concordo com as suas políticas. Mas agora precisamos de toda ajuda possível. Maduro não quer deixar o poder e mandou militares para abafar os protestos contra ele. Centenas de estudantes foram assassinados, presos e torturados. Precisamos de toda ajuda internacional.”

 

 O que se passa na Venezuela e porque o apoio à Venezuela é tão controverso

 

Como estamos acompanhando pela mídia, apesar da abstenção massiva de 54% em maio passado, e mesmo após ser denunciado por fraude, Nicolás Maduro foi reeleito na Venezuela para mais um mandato de 6 anos. A oposição à posse de Maduro começou com o candidato Henri Falcón pedindo novas eleições.

 

No dia da votação foram instalados os chamados “pontos vermelhos”, núcleos de ativismo político implantados por organizações chavistas a 200 metros dos postos eleitorais e dentro deles. O que é de espantar: eles foram autorizados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). O espaço ainda promove o “carnê da pátria”, os eleitores de Maduro que votam nesses locais garantem, em troca de seus votos, serviços sociais. Não bastasse esses meios de intimidação, Maduro afirmou ao povo venezuelano, um dia antes das votações: “votos ou balas”.

 

Dezoito países não reconheceram a vitória de Nicolás Maduro. Dentre eles, está os Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, França, Espanha, os países bálticos, Alemanha, Polônia e Holanda.

 

 

A polêmica está longe de ter um fim, pelo menos se depender dos fãs do músico. Seja pela decepção ou concordância, a verdade é que a afirmação de Waters fez com que os holofotes se voltassem para ele.

Ficamos esperando um desenrolar desse apoio à Venezuela, de olho nas próximas postagens do cantor. De que lado vocês estão? Acham que foi imprudente do cantor posicionar-se a favor do novo presidente venezuelano? Compartilhem suas opiniões com a gente!

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